Para os beneficiários, a médica de Família Heidi Kruklis reforçou a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento multidisciplinar na qualidade de vida dos pacientes com Parkinson.

Médica de Família e Comunidade Heidi Kruklis. Foto: ICS/Divulgação

 

O Instituto Curitiba de Saúde – ICS promoveu uma palestra sobre a Doença de Parkinson para aposentados participantes do programa Boa Vida, da Diretoria de Atenção Primária à Saúde (DAPS). Ministrado pela médica de Família e Comunidade Heidi Kruklis, o encontro esclareceu dúvidas sobre a doença, reforçou a importância do diagnóstico precoce e destacou o papel do acompanhamento multidisciplinar na qualidade de vida dos pacientes.

Durante a palestra, a médica explicou que a Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e progressiva, causada pela degeneração das células cerebrais responsáveis pela produção de dopamina. “Os sintomas podem ser muito variáveis em cada paciente com Parkinson. Muitas pessoas vão apresentar poucos sintomas ao longo de muitos anos e outros pacientes podem evoluir com a doença em graus mais avançados e debilitantes, precisando de uma equipe multiprofissional para acompanhamento, tratamento e melhora da qualidade de vida”, destacou.

Segundo ela, a doença pode provocar sintomas motores, como tremor em repouso, rigidez muscular e lentidão dos movimentos, além de manifestações não motoras, como perda de olfato, distúrbios do sono, constipação intestinal, alterações de humor, depressão, dificuldade para engolir e desequilíbrio. Embora seja mais comum após os 65 anos, também pode acometer pessoas mais jovens.

Diagnóstico clínico

Outro ponto destacado foi que não existe um exame específico para confirmar a doença. O diagnóstico é clínico e considera a evolução dos sinais e sintomas apresentados pelo paciente.

A médica também desmistificou uma das principais associações feitas com o Parkinson. “Muitos pacientes não têm tremores”, explicou, ressaltando que o tremor característico da doença ocorre em repouso e é diferente daquele percebido durante movimentos, como ao segurar um objeto.

Além do tratamento medicamentoso, Heidi reforçou que o cuidado deve ser integrado. “Muitos pacientes necessitam de uma abordagem multidisciplinar para que tenham qualidade de vida. Isso inclui fisioterapia para recuperar o equilíbrio, fonoaudiologia para a fala e a deglutição. E atividade física, que é o melhor remédio natural para o cérebro”, enfatizou.

Aprendizado e troca de experiências

Eládis relembrou a doença do pai e tirou dúvidas. Foto: Divulgação/ICS

Para os participantes, o encontro foi uma oportunidade de ampliar o conhecimento sobre uma doença que ainda desperta muitas dúvidas.

A professora aposentada Joína Maria Proença, 82 anos, elogiou a forma como o tema foi apresentado. “Eu achei muito importante, não só a questão do tema, como a forma que a médica explicou. Foi uma linguagem tranquila, que todos conseguimos entender. Essas reuniões são importantes porque a gente vem para ouvir, aprender e trocar ideias. A mente não pode parar.” A professora contou que o marido dela faleceu em decorrência de complicações da Doença de Parkinson.

Joína gostou do tema e parabenizou o ICS pela escolha. Foto: ICS/Divulgação

Também professora aposentada, a beneficiária do ICS Eládis Biehl, 70 anos, também contou que o assunto teve um significado especial por fazer parte da história de sua família.

“Eu gostei muito da palestra, porque sempre aprendemos alguma coisa nesses encontros. Meu pai faleceu em consequência da Doença de Parkinson e hoje pude confirmar muitas informações e aprender ainda mais.”

A palestra integra as ações do programa Boa Vida, da DAPS, que promove atividades voltadas ao envelhecimento saudável, à prevenção de doenças e à promoção da qualidade de vida dos beneficiários aposentados do Instituto Curitiba de Saúde – ICS.

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