Principal causa de acidentes entre a população idosa, as quedas podem provocar fraturas, perda de autonomia e outras complicações.

Um tapete solto, um corredor mal iluminado ou um piso escorregadio podem parecer detalhes, mas estão entre os principais fatores que contribuem para quedas em idosos dentro de casa. Diante desse cenário, o Instituto Curitiba de Saúde – ICS reforça que medidas simples de prevenção ajudam a reduzir acidentes, preservar a autonomia e garantir mais qualidade de vida durante o envelhecimento.
Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 25% dos idosos que vivem em áreas urbanas relatam pelo menos uma queda ao longo do ano. Entre as pessoas com 80 anos ou mais, esse percentual pode chegar a 40%, demonstrando a importância de medidas preventivas dentro e fora de casa. Além disso, as quedas representam milhares de atendimentos e internações no Sistema Único de Saúde (SUS) todos os anos.
A boa notícia é que a maioria desses acidentes pode ser evitada com adaptações simples no ambiente doméstico e alguns cuidados incorporados à rotina.
Ambiente mais seguro
Grande parte das quedas acontece dentro da própria residência, especialmente em locais de circulação frequente, como quartos, corredores, banheiros e cozinhas. Por isso, a organização da casa é uma das principais formas de prevenção.
Entre as recomendações estão retirar tapetes soltos, fios elétricos e objetos que possam dificultar a passagem, além de manter todos os ambientes bem iluminados. Durante a noite, a instalação de luzes de presença no trajeto entre o quarto e o banheiro pode reduzir significativamente o risco de acidentes.
O banheiro merece atenção especial. A instalação de barras de apoio próximas ao vaso sanitário e dentro do box, bem como o uso de tapetes antiderrapantes e, quando necessário, cadeiras de banho, ajudam a proporcionar mais estabilidade durante a higiene pessoal.
Hábitos ajudam a prevenir
Além das adaptações na residência, alguns cuidados com a saúde contribuem para reduzir o risco de quedas. O uso de calçados fechados, confortáveis e com solado antiderrapante oferece mais segurança ao caminhar. Já chinelos gastos, sapatos instáveis e até mesmo andar apenas de meias podem favorecer escorregões.
Outra recomendação importante é manter uma rotina de atividades físicas orientadas, como caminhadas, pilates ou exercícios de fortalecimento muscular e equilíbrio, sempre respeitando as condições de saúde de cada pessoa.
Também é fundamental realizar consultas médicas periódicas para acompanhar a saúde da visão, revisar medicamentos que possam provocar tonturas ou sonolência e avaliar possíveis alterações no equilíbrio ou na mobilidade.
