Há uma classificação quanto à tosse e ela deve ser levada em conta, dentro do consultório, para outros alertas

Fique atento aos sinais que merecem atenção. Foto: ICS/Divulgação

Com a chegada do frio, episódios de tosse se tornam mais frequentes e, muitas vezes, acabam sendo tratados apenas como gripe ou resfriado. Mas quando o sintoma persiste por semanas ou surge acompanhado de falta de ar, febre alta e dor no peito, o alerta precisa ser maior. O Instituto Curitiba de Saúde – ICS orienta beneficiários sobre os sinais que merecem atenção e reforça a importância da avaliação médica para evitar agravamentos e garantir o diagnóstico correto.

A medicina atual entende que a tosse é um mecanismo natural de defesa do organismo, responsável por ajudar na eliminação de secreções e agentes irritantes das vias respiratórias. Apesar de comum, ela também pode estar relacionada a doenças respiratórias mais sérias, como pneumonia, asma, bronquite e tuberculose.

A classificação da tosse varia conforme o tempo de duração, segundo especialistas. Confira:

• Aguda: menos de três semanas, geralmente associada a gripes, resfriados e alergias passageiras;

• Subaguda: entre três e oito semanas, comum após infecções virais;

• Crônica: mais de oito semanas, situação que exige investigação médica mais detalhada.

Alerta

Por isso, alguns sinais não devem ser ignorados. Tosse acompanhada de falta de ar, chiado no peito, presença de sangue, febre alta persistente, perda de peso sem motivo aparente ou dor torácica pode indicar quadros que necessitam de atendimento médico imediato.

Outro ponto de atenção é a automedicação. O uso indiscriminado de xaropes e medicamentos sem orientação profissional pode mascarar sintomas importantes e atrasar o tratamento adequado.

“A tosse é um sintoma e não uma doença em si. Por isso, mais importante do que apenas tentar interrompê-la é investigar a causa correta. O acompanhamento médico é fundamental para garantir um diagnóstico seguro e um tratamento eficaz”, orienta a coordenadora da Atenção Primária, Mariana Franco, que é Médica de Família e Comunidade.

Além da avaliação médica, hábitos simples ajudam na prevenção de doenças respiratórias, como manter a vacinação em dia, higienizar frequentemente as mãos, evitar ambientes fechados e manter boa hidratação. “É bom lembrar que o mel é um aliado comprovado cientificamente para tratar a tosse”, finaliza Mariana.

Quando a tosse deixa de ser comum? ICS alerta para sinais que merecem atenção
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