Com a chegada do outono, a pediatra do Instituto Curitiba de Saúde – ICS, Amanda Bencke, faz um alerta aos pais: é o início do período de maior circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), principal causador da bronquiolite — doença que pode evoluir rapidamente em bebês e crianças pequenas.

Inalação e cuidado. Foto: Divulgação

No Paraná, dados recentes da Secretaria de Estado da Saúde (SESA) apontam aumento significativo nos atendimentos por síndromes respiratórias agudas durante o outono e inverno, especialmente entre crianças menores de dois anos. A bronquiolite está entre as principais causas de internação nessa faixa etária, exigindo atenção redobrada das famílias.

O que é a bronquiolite

A bronquiolite é uma infecção viral que atinge os bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões responsáveis pela passagem de ar. A inflamação provoca inchaço e acúmulo de secreção, dificultando a respiração — principalmente em bebês.

A médica explica ainda que a doença costuma começar de forma leve, semelhante a um resfriado comum. “A bronquiolite normalmente começa com um quadro semelhante a um resfriado comum, com nariz escorrendo e um pouco de tosse. Mas, quando a gente esperaria uma melhora, o bebê pode piorar, com sinais de comprometimento das vias aéreas inferiores,” explica a pediatra.

Sintomas e sinais de alerta

Embora possa afetar crianças de até dois anos, os casos mais preocupantes são entre bebês com menos de seis meses. Entre os principais sinais de alerta estão:

– Respiração acelerada ou ofegante

– Chiado no peito

– Esforço para respirar (afundamento das costelas ou do pescoço)

– Batimento das asas do nariz

– Dificuldade para mamar ou se alimentar

“A gente precisa reconhecer os sinais de alarme. Um bebê com esforço para respirar, que não consegue mamar adequadamente ou que apresenta dificuldade para se hidratar, pode estar com um quadro mais grave”, alerta Amanda Bencke.

Prevenção é o principal caminho

Por ser uma doença viral, não há tratamento específico para eliminar o vírus, sendo o cuidado focado no alívio dos sintomas e, principalmente, na prevenção. “Evitar contato com pessoas com sintomas respiratórios é fundamental, mesmo que seja algo aparentemente simples,” reforça a pediatra.

A orientação inclui evitar aglomerações, reforçar a higienização das mãos e não expor bebês a pessoas doentes.

Vacinação

Uma das principais estratégias de proteção contra a bronquiolite é a imunização contra o VSR, disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para gestantes. “A gente tem uma grande carta na manga, que é a vacinação contra o Vírus Sincicial Respiratório, indicada entre 32 e 36 semanas de gestação e disponível em toda a rede pública,” explica a médica pediatra do ICS.

Além disso, alguns bebês também podem receber proteção adicional por meio de anticorpos específicos. “Existe outro tipo de imunização, que é o anticorpo monoclonal, indicado principalmente para bebês prematuros ou com doenças cardíacas. A prevenção é essencial. A gente precisa ter esse cuidado e esse olhar, porque uma doença que pode parecer simples para adultos pode ser muito grave para os bebês,” finaliza a pediatra Amanda Bencke.

Alerta de especialista: bronquiolite exige atenção redobrada com a chegada do outono
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