Doenças atingem o fígado e podem ter diferentes causas, mas as virais estão entre as mais comuns.

As hepatites virais são doenças que atingem o fígado e, na maioria das vezes, evoluem de forma silenciosa, sem apresentar sintomas aparentes. Durante o Maio Vermelho, campanha dedicada à conscientização sobre as hepatites virais, o Instituto Curitiba de Saúde – ICS reforça a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e do acompanhamento médico, especialmente por meio da Atenção Primária à Saúde.
De acordo com a médica de Família e Comunidade do ICS, Heidi Kruklis, as hepatites podem ter diferentes causas, mas as virais estão entre as mais comuns. “As hepatites são doenças que provocam inflamação das células do fígado, podendo ser causadas pelo consumo excessivo de álcool, excesso de medicamentos ou, mais comumente, por vírus”, explica.
As hepatites virais são classificadas em cinco tipos: A, B, C, D e E. No Brasil, os tipos mais frequentes são as hepatites A, B e C. “A maioria das hepatites virais é doença silenciosa, que muitas vezes não provoca sintomas. Por isso, a avaliação médica e os exames são fundamentais para o diagnóstico precoce”, destaca Heidi.

Formas de transmissão
As formas de transmissão variam conforme o tipo do vírus. As hepatites A e E são transmitidas principalmente por via fecal-oral, podendo ocorrer por contato entre pessoas ou por alimentos e água contaminados.
Já as hepatites B e D podem ser transmitidas por contato com fluidos corporais contaminados, relações sexuais desprotegidas e compartilhamento de objetos perfurocortantes, como seringas e lâminas. A hepatite C, por sua vez, ocorre principalmente pelo contato com sangue contaminado e também pode acontecer por transmissão sexual.
Sintomas das hepatites virais
Embora possam não apresentar sinais no início, alguns sintomas podem surgir conforme a evolução da doença. “Principalmente as hepatites virais podem provocar sintomas como cansaço, fadiga, febre, dor abdominal, náusea e até pele e olhos amarelados”, afirma a médica.
Outros sintomas que merecem atenção incluem:
– urina escura;
– fezes claras;
– perda de apetite;
– mal-estar geral.
Diagnóstico e tratamento
O diagnóstico das hepatites virais é realizado por meio da avaliação clínica e de exames de sangue. Quando identificadas precocemente, as chances de controle e tratamento adequado aumentam significativamente. “É importante procurar avaliação médica por causa do risco de cronicidade das hepatites virais, que podem acabar danificando o fígado, um órgão vital”, alerta Heidi.
O tratamento varia de acordo com o tipo da hepatite e o estágio da doença. Em alguns casos, há cura completa; em outros, o acompanhamento contínuo é essencial para evitar complicações mais graves, como cirrose e câncer hepático.
Como prevenir as hepatites virais
A prevenção continua sendo a principal forma de combate às hepatites. Algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos de transmissão:
– manter a higiene frequente das mãos;
– higienizar corretamente alimentos e água;
– não compartilhar objetos perfurocortantes;
– utilizar preservativo nas relações sexuais;
– evitar contato com sangue contaminado;
– manter a vacinação em dia contra a hepatite A e B.
